Por: Luiz Fernando Costa
É
indiscutível a importância da saga Assassin’s
Creed para o mundo dos games. Desde o primeiro jogo da série, a Ubisoft sempre procurou misturar com o
enredo cenas que realmente aconteceram na história da humanidade, desde
acontecimentos pequenos até grandes revoluções, esse que é sem dúvidas é um dos
principais elementos da saga, e talvez o grande responsável pelo seu sucesso.
Depois de retratar as Cruzadas, o Renascimento, a Revolução Americana, a era de ouro da pirataria e, mais
recentemente com o Unity, a Revolução Francesa, os fãs em redes
sociais e fóruns constantemente fazem postagens pedindo ou expondo a ideia da
criação de um game ambientado no Japão.
Quais poderiam ser as dificuldades da empresa afinal, já que ela retratou com
fidelidade os mais variados momentos históricos? Isso é o que eu tentarei
discutir aqui.
Inicialmente,
vamos conhecer melhor a Ordem dos Assassinos.
Para quem não jogou os games da saga, trata se de um grupo de pessoas, com uma
ideologia em comum, que fazem parte de uma organização que cumpre seus
objetivos de variadas formas, seja com manobras políticas, ou pessoais.
Desde
sua criação, a ordem tem como base 3 regras a serem seguidas, sendo elas: nunca
matar/ferir inocentes, aja fora das vistas dos inimigos, e nunca faça nada para
prejudicar sua ordem. O mais interessante nesse caso é a segunda regra. O povo
japonês de modo geral tem a fama e o aspecto histórico de serem pessoas
honradas, o que tornaria inviável a um assassino matar seu alvo pelas costas
sem ele e sua ordem serem duramente criticados ou repreendidos, essa que é uma
das principais controvérsias de uma possível base dos assassinos em terras
japonesas.
Outro
fator existente é a nossa cultura e formação ocidental. Por crescermos sob a
ideologia ocidental, dificilmente temos contato com acontecimentos orientais
(com exceção de revoluções como a Russa e a Chinesa), e as vezes a quantidade
de detalhes que temos contato são bem pequenos. Isso em um jogo da série
poderia gerar diversas interpretações negativas, como a história ser
considerada desinteressante, alguns acontecimentos históricos de menor escala
poderiam passar despercebidos, além de poucos relatos indicarem a influência de
acontecimentos asiáticos em nossa cultura e sociedade (com exceção dos citados
anteriormente e outros acontecimentos pós 1ª e 2ª Guerras Mundiais). Isso pode
indicar que a criação de um Assassin's no
Japão pode ser um investimento
arriscado da Ubisoft.
Ao
contrário do que pensam, a Ásia já
foi explorada no mundo de Assassin’s
Creed. Depois do lançamento de Assassin’s
Creed: Revelations, a empresa responsável lançou uma animação que tinha
como objetivo demonstrar os últimos momentos da vida do personagem Ezio Auditore (também retratados no
livro oficial da série). Na narrativa uma personagem chinesa pertencente à
Ordem chamada Shao Jun sai de sua
terra natal até a Itália para entrar
em contato com Ezio. Shao Jun foi muito bem aceita pelos
fãs, tanto que sua fama resultou na criação de um jogo 2½ D chamado Assassin’s Creed Chronicles: China, em
que ela é a protagonista. Esse jogo pode ser adquirido somente com o Season Pass de Assassin's Unity.
Bom, na minha concepção
esses são os fatores que mais pesam quando essa temática é discutida, e espero
ter explicado bem meu ponto de vista. Se gostou e quer ver mais artigos como
esse além de notícias sobre o mundo dos games, basta acompanhar a GCB Games. Lembrando que você pode
conseguir o Assassin’s Creed Unity e
o Rogue para PS3 e PS4 na MD Game Store, e que nossos leitores
têm desconto como o código “GCBGames”.
Aproveitando para avisar do sorteio do Far
Cry 4 que você pode conferir os detalhes clicando aqui.
Bom, na minha concepção
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Belo artigo, parabéns ao autor, porém eu discorde que os japoneses não poderiam matar, se formos ver na wikia, tem registros de um Assassino japonês, Hattori Hanzo, o que implica que havia/há uma ordem japonesa
ResponderExcluirPff.
ResponderExcluirQuem escreveu esse artigo nunca ouviu falar de ninjas.
Se a Ubi quisesse,cara, sinceramente, a gente poderia ver um game histórico, um game que ficaria pra história, não é nem um pouco impossível fazer um AC nesse estilo, e outra coisa que esqueceram de dizer nesse post, um produtor da Ubi disse, que um AC no japão, seria um "mais do mesmo" digo, que quantos jogos já tiveram a pegada de "ninjas acrobáticos" ou samurais "fodões" ?
ResponderExcluirSinceramente, meu pau de óculos para isso, AC , queira ou não, já tem sua identidade estabelecida.
Agora o eu que quero e muita gente também queria ver ver em um AC no japão;
1-Ambietação lindíssima
2-Steath totalmente renovado e mais complexo.
3-Uma história bem elaborada e que faça justo as grandes história que o Japão tem,com grandes reviravoltas e personagens que te conquiste.
4-Um combate e Parkour ainda mais "acrobático " e com um certo chame em seus movimentos.
5-Equipamentos "estilosos".
6-Que seja um game que reúne tudo que os melhores AC já tiveram e melhore.
7-E que a Ubi tenha tempo mesmo para fazer o game, digo, que não gaste um ano de produção, mas até mesmo 3 anos.
Os argumentos expressam um ponto de vista que não deixa de ser coerente, porém eu discordo. O código de honra a que o autor cita parece se referir ao Bushido, que era válido para os Samurais, que formavam uma casta militar que, apesar de terem seu código de ética eram, na realidade, temidos opressores, reprimindo com violência qualquer ato de rebeldia por parte do cidadão comum. Associar o Assassino com a imagem do Samurai realmente seria difícil, mas já se falarmos sobre ninjas, a discussão esquenta. A própria palavra "Ninja" é formada pelos kanjis que significam "pessoa", "espada" e "coração" e pode ser traduzida de algumas formas, mas as mais aceitas são "Indivíduo que age oculto" ou "indivíduo que sofre com resignação, oculta sentimentos". A Ordem dos Assassinos, mesmo na história, está ideologicamente mais próxima às minorias, aos oprimidos e não aos opressores. No Japão feudal os clãs Ninjas surgiram como grupos de guerrilheiros ilegais vindos de famílias camponesas, e só foram oficialmente incorporados ao Estado após a unificação do país por Ieiasu Tokugawa, quando o célebre ninja Hattori Hanzo deixou a clandestinidade e passou a comandar a polícia secreta do Xogum. Nessa lógica, pessoalmente, vejo espaço para a Ordem operar na terra do sol nascente.
ResponderExcluirAlém disso, falando especificamente do universo do AC, o cristianismo chegou ao Japão em 1549, levado por missionários jesuítas. Tal fato histórico poderia justificar a infiltração dos Templários, o que, por si só, já pode começar a viabilizar a trama.
Já a respeito da diferença cultural e histórica,até concordo com o autor, há o risco do desinteresse. Mas, falando em riscos,não acho que esse seria menor do que o corrido pela Ubisoft em 2007, quando decidiu lançar um game no ocidente, no mercado americano e canadense pós Onze de Setembro, contando a história de uma sociedade secreta muçulmana formada por matadores que buscam atingir seus objetivos exterminando importantes líderes e soldados da maior ordem de cavalaria cristã que já existiu e estava a serviço do Vaticano.
E, pra concluir, quem já jogou ou está jogando o AC Rogue pode conferir que, ao longo do game, é possível desbloquear e comprar, nas seção de armas, um conjunto de espadas Katana e Wakisachi com o símbolo dos Assassinos na lâmina. Acho que não foram parar lá por acidente, teremos surpresas em breve...
Amigo, sou o autor do texto e meus parabéns. É esse tipo de resposta que eu gosto de ler. Você deixou claro seu ponto de vista fazendo uma crítica construtiva, e são feedbacks desse tipo que me ajudam a melhorar cada vez mais.
ExcluirObrigado, Luiz, mas eu é que tenho que te parabenizar pela iniciativa. Falar de AC sempre é ter a coragem de se expor a polêmicas, mas eu acho que isso tem um porquê muito positivo, não me lembro de outra série com um conteúdo filosófico tão real e tão envolvente. Não ficarei surpreso se, daqui a alguns anos, testemunharmos a influência da série no "mundo real", da mesma forma que "V de Vingança" vem influenciando ativistas por todo o mundo.
ExcluirContinue seguindo em frente com seu trabalho, sem medo de divergências, ter opinião é isso!
Abração
Grande abraço, e obrigado.
ExcluirSó avisando pessoal o layout ta sendo editado, mas podem comentar com seus perfis no facebook (só escolher acima dos comentários a plataforma que mais lhe agradar), assim você acompanha novos comentários e respostas ao seu comentário em notificações do seu facebook, você também pode deixar de seguir seus comentários da postagem!
ResponderExcluir#FicaDica
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