quinta-feira, 7 de maio de 2015

Top 5 - DLCs e expansões




Se há algo por qual a geração passada de consoles ficou conhecida por ter popularizado, isso são as expansões, popularmente conhecidas como DLCs (downloadable contents).

Até a era Playstation 3/Xbox 360, conteúdos adicionais para os games eram disponibilizados em condições raríssimas e se limitavam ao PC (que na época não tinha nem plataformas como a Steam para a distribuição destes). Hoje em dia, é difícil (para não falar impossível) não ouvir falar de DLCs que um jogo receberá mais tarde antes mesmo do lançamento deste no mercado.



A maioria das expansões se restringe a conteúdos direcionados aos componentes multiplayer dos games, e quando não é este o caso, estas normalmente consistem em objetos “especiais” para a campanha single-player, ou então todo tipo de “missões adicionais” que a desenvolvedora decidir adicionar ao jogo pós-lançamento.

Ainda assim, existem aquelas DLCs que ao invés de aparentarem meras adições aos games que complementam (ou uma forçada tentativa de arrancar mais dinheiro do consumidor), se destacam pela qualidade que oferecem, ocasionalmente passando a sensação de serem essenciais para a experiência do jogo original ou até mesmo isoladamente.

Nesse Top 5, você conhecerá os cinco melhores exemplares de expansões que já agraciaram a indústria dos games até hoje.

5-Grand Theft Auto IV: The Lost and Damned



Depois do estrondoso sucesso de GTA IV em 2008, a Rockstar Games decidiu passar o ano seguinte por conta de conceber DLCs para o jogo, com o enfoque em duas expansões, The Lost and Damned e The Ballad of Gay Tony.

Sendo-nos apresentado um ponto de vista diferente daquele oferecido pelo imigrante Niko Bellic em GTA IV, The Lost and Damned nos introduzia propriamente a Johnny Klebitz (que havíamos conhecido brevemente no jogo original), motoqueiro da infame gangue de Liberty City, The Lost.

Atual vice-presidente da gangue, Johnny tem lutado para estabelecer o controle e a “moral” do grupo nas ruas da cidade, uma vez que a imagem deste se encontra notavelmente manchada devido à desleixada administração do presidente, Billy Grey, recém-saído da reabilitação devido à posse de narcóticos.



A história de The Lost and Damned segue então esta tentativa de “reascensão” da gangue, no caminho focando as intrigas e desentendimentos entre os membros do grupo, em especial entre Johnny e Bill.

Por mais que TLAD não tenha uma narrativa do calibre da jornada de Niko Bellic, a história e o personagem de Klebitz são suficientemente interessantes para manter o jogador ligado até o final, apresentando no processo, missões também interessantes para suas 15-20 horas de campanha.

A expansão também faz questão de melhorar notavelmente o controle das motos, anteriormente bastante precários em GTA IV. As rádios também recebem uma melhora empolgante de músicas com clássicos como “Touch too Much”, do AC/DC e “Run To the Hills”, do Iron Maiden, adicionados a playslist.



No final das contas, The Lost and Damned faz um trabalho mais que eficiente em contar outra história na metrópole de Liberty City, com um protagonista inegavelmente badass (o que torna lamentável a forma como a Rockstar tenha decidido “descartá-lo” de forma patética em GTA V), e uma campanha que vale cada centavo e hora investida.

Se você curtiu GTA IV, é justo dizer que The Lost and Damned agradará sem ressalvas.

4-Bioshock Infinite: Burial at Sea 2



Apesar da jogabilidade genérica de um FPS, Bioshock Infinite foi um game que deixou uma marca inegável na maioria dos jogadores. Com sua história absurdamente complexa, mas igualmente bem orquestrada, e uma das melhores personagens a agraciarem um game até hoje, Infinite foi um daqueles jogos que permaneceu semanas e semanas na cabeça do jogador depois de terminado.

Com um final que, ao mesmo tempo em que amarrava perfeitamente a trama, deixava também margem para infinitas interpretações (perdão pelo trocadilho), Bioshock Infinite deixou uma imensidão de questões que simplesmente não precisavam ser respondidas (como por exemplo, qual era a ligação em específica de Infinite com os outros Bioshocks).

Foi então estranho quando ficamos sabendo que as expansões que o jogo receberia se tratariam de continuações “diretas” da história do jogo principal.

A primeira parte, Burial at Sea Parte l, levava os jogadores em uma viagem de nostalgia de volta a icônica cidade de Rapture do primeiro Bioshock. Nos colocando novamente no papel de Booker de Witt, apesar de eficiente em estabelecer a sensação nostálgica que queríamos, BAS l falhava miseravelmente em questões de game design ao tentar alocar as batalhas de grande escala de Bioshock Infinite nas estreitas vias de Rapture.

A segunda parte da expansão, porém, trouxe algo que mudaria fundamentalmente a mecânica de jogo: a possibilidade de controlarmos a adorável (e maravilhosa) Elizabeth.



Burial at Sea ll acabou então sendo uma surpresa mais que agradável em todas as frentes. Trazendo-nos uma jogabilidade de games stealth como Dishonored e Thief, as mecânicas acabaram se adequando muito melhor ao espaço de Rapture, uma vez que não mais controlávamos um brutamonte com armas de fogo como Booker, mas sim Elizabeth.

Sendo também a tão especulada ponte de ligação entre Bioshock e Bioshock Infinite, Burial at Sea ll ainda excedia em desenvolver a personagem de Elizabeth ao seu extremo, moldando-a em uma criatura muito mais trágica que poderíamos imaginar quando a conhecemos, alegre, em Infinite.

Apesar de ser uma “explicação” desnecessária para o universo de Bioshock, Burial at Sea ll consegue realizar um trabalho primoroso com o mesmo e eficientemente conclusivo para a história, em especial de Elizabeth.

[Escrevemos em extensão sobre Burial at Sea ll aqui]

3-Red Dead Redemption: Undead Nightmare



Distanciando-se completamente do peso dramático da história de Red Dead Redemption, Undead Nightmare colocava o protagonista John Marston em um velho-oeste infestado por zumbis, enquanto o homem busca desesperadamente por uma cura para sua família, já contaminada.

Adquirindo um tom de filmes B, Undead Nightmare não trazia consigo uma história de se levar a sério, mas nem por isso menos divertida.



Com a adição de zumbis ao clima de faroeste em um mundo-aberto já espetacularmente concebido no jogo original, o DLC dá lugar uma experiência notavelmente diferente em um mundo que já conhecíamos.

Durando uma média de 15 pra mais horas de jogatina, Undead Nightmare é uma pegada nova mais que bem vinda no universo de Red Dead e obrigatória para os fãs do jogo original (ou para os fãs de zumbis como um geral).

Atropelar uma horda de zumbis enquanto mandamos headshots ao vento de cima de um cavalo nunca foi tão divertido.

2-Grand Theft Auto IV: The Ballad of Gay Tony



Seguindo o lançamento de The Lost and Damned, The Ballad of Gay Tony foi a segunda expansão lançada para GTA IV.

Em contraste com TLAD, que mostrava o lado mais sujo e podre de Liberty City, The Ballad of Gay Tony apresentava aquela que era a mais glamorosa parte da cidade: os clubes noturnos.

Acompanhando o protagonista Luis Lopez, assistente e guarda pessoal do dono de uma das mais renomadas boates de Liberty City, Gay Tony, a trama gira em torno dos problemas com os quais o chefe do indivíduo se envolve, muitas vezes interferindo nos assuntos dos gangsteres mais poderosos da cidade.



Carismático e interessante, Luis Lopez é disparado um dos personagens mais cativantes que a série GTA já teve, passando uma imagem de que, ao mesmo tempo em que é um homem preocupado com os valores da família, faz questão de estar sempre atento ao bem estar do chefe, por mais insanas que sejam as situações que este o faça passar.

Introduzindo uma infinidade de novidades a jogabilidade, como paraquedas, novos minigames e várias armas novas, The Ballad of Gay Tony faz bom proveito destas trazendo uma excepcional campanha, com algumas das melhores missões que a série já teve, rivalizando a maioria das do próprio jogo original.



Fechando de forma fenomenal o trio de histórias de Niko Bellic, Johnny Klebitz e Luis Lopez, The Ballad of Gay Tony é um DLC primoroso que excede de forma surpreendente, fazendo cada centavo valer o investimento.

1-The Last of Us: Left Behind



Depois de toda a aclamação recebida por The Last of Us, era preciso extrema coragem por parte da Naughty Dog para revisitar aquele mundo, afinal de contas, não se mexe com aquilo que já está perfeito.

Ainda assim, quando lançado em fevereiro do ano passado, por mais surpreendente que tenha sido, Left Behind conseguiu a proeza de apresentar mais uma experiência no mesmo nível de excelência que The Last of Us.

Acompanhando a vida de Ellie “pré-The Last of Us”, Left Behind nos levava a conhecer um lado mais jovial da menina (ainda não forçada a vivenciar os eventos do jogo original), colocando-a ao lado da amiga Riley enquanto as duas passeiam em um shopping abandonado de Boston.



O contexto então dá origem a uma história com um tom que procura ressaltar a infância/pré-adolescência “diferenciada” das jovens, com Ellie mostrando um lado muito mais inocente do que aquele que conhecemos em The Last of Us.

Brilhando por encaixar mecânicas, originalmente usadas em contextos de violência em The Last of Us, em um contexto infantil (tijolos e arminhas (de água) são usados apenas para brincadeiras entre as garotas), Left Behind faz um trabalho absolutamente fenomenal em conciliar narrativa e game design, onde cada um complementa o outro na visão de contar a história de Ellie com a devida sensibilidade.



Tornando uma personagem que já era originalmente complexa e amável em uma pessoa ainda mais interessante, Left Behind consegue (através de uma montagem e ritmo fabuloso) espelhar como os eventos de sua história moldaram Ellie como a conhecemos em The Last of Us de maneira belíssima.

Com suas duas, três horas de duração, The Last of Us: Left Behind é uma experiência impecável e superior a qualquer jogo inteiro lançado no ano de 2014, e, indubitavelmente, a melhor adição já feita a um game até hoje.

[Escrevemos uma análise completa sobre Left Behind aqui]


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