Produzido pela Remedy Entertainment, e se tratando inicialmente de um exclusivo de Xbox One, mas que posteriormente teve sua versão de PC anunciada, Quantum Break foi lançado no dia 5 de abril de 2016 com a promessa de um jogo muito bonito graficamente, com excelente captura de movimentos e um enredo muito bem trabalhado. Será que ele cumpriu as expectativas? Confira nossa análise do game:
1 – Temática
Fugindo um pouco do padrão das análises aqui da GCB Games, em vez de iniciar com o tópico “Campanha” como de costume, vou fazer uma breve resenha sobre a temática trabalhada no game, o que facilitará o entendimento do meu ponto de vista no decorrer a análise.
Não é de hoje que “viagens no tempo” é uma temática de fascínio da indústria do entretenimento. Vários diretores de cinema já trabalharam essa proposta, criando ícones importantíssimos para a cultura pop. Mas não é só nessa área que o tema é popular. Na comunidade científica, após os estudos avançados da Teoria da Relatividade de Einstein e a evolução da física quântica, a discussão sobre a já provada deformação no espaço-tempo ainda hoje é motivo de muita discussão e descobertas científicas, e entre essas discussões eventualmente temos contato com teóricos explicando a possibilidade de deformar essa malha do espaço-tempo a ponto de criar uma passagem para outro lugar e em outro momento da história… mas nem tudo é tão simples assim.
Por ser uma área relativamente nova nos trabalhos da física atual, é extremamente difícil de ser trabalhada, e por envolver conceitos que vão muito além da capacidade humana de percepção, essa área acaba se tornando um divisor de águas muito grande, entre pessoas fascinadas e totalmente desinteressadas; pessoas estudiosas desses fenômenos e pessoas leigas; pessoas que aceitam e entendem as descobertas e pessoas que, por falta de estudo ou ignorância, fatalmente desprezam os avanços de estudos na área.
Trazendo agora para o universo de Quantum Break, muitas pessoas podem não gostar do game exatamente por esses fatores que citei. Só deixo claro que isso de nenhuma maneira muda o fato do game ser brilhante. Se preocupando com detalhes minuciosos na explicação dos acontecimentos, dando um viés científico para tudo o que está acontecendo ao seu redor, Quantum Break se tornou na minha opinião um jogo pioneiro na temática, um exemplo de como a ficção científica pode ser fascinante quando bem trabalhada e desenvolvida, produto de uma equipe que se preocupou com detalhes, criando algo admirável e sem “pontas soltas”. É nesse ponto de vista, no de um jogo que consegue trabalhar muito bem essas dinâmicas, que ele será avaliado.
2 -Campanha
Esse é de longe o aspecto mais importante do game, que optou por dar um destaque infinitamente superior a essa área em relação a outras. Ao mesmo tempo, é a mais difícil de dissertar, já que qualquer simples detalhe pode ser um tremendo spoiler, mas farei o melhor.
2.1 – Background
Os protagonistas do game são Jack Joyce e Paul Serene, contudo a maioria dos acontecimentos giram em torno de Jack. Poucos detalhes são expostos sobre a infância de Joyce, mas tudo indica que ele foi uma criança normal, muito amigo de Paul e que tinha um irmão mais velho chamado Willian Joyce (personagem de papel fundamental no enredo, mais detalhes adiante). Entretanto, há uma revira volta em sua vida quando em 1999 em um acidente de carro a mãe e pai dos dois morrem. Willian, na ocasião, era um físico renomado e trabalhava em um grandioso projeto, por isso não tinha condições de acompanhar o irmão, o que fez Jack se tornar um rebelde, cometer pequenos crimes como assaltos e vandalismo, até que em uma discussão Jack sai de sua cidade natal (Riverport) e fica afastado por 6 anos.
Sobre Willian Joyce, como disse anteriormente ele era um físico renomado e se tornou mundialmente conhecido após a publicação de um artigo científico em 1997 no qual foi coescrito com um personagem pouco citado chamado de Dr. Meyer. Esse artigo debatia a existência de um Campo de Cronum, dando margem a uma das teorias mais discutidas da física quântica desde o Boson de Higgs, e em homenagem aos dois o campo foi apelidado de Campo de Meyer-Joyce. Não satisfeito com a descoberta, Will propôs um projeto de pesquisa que foi muito bem aceito, e o fez ganhar uma bolsa de pesquisa muito prestigiada chamada Fundo Harold Steinberg, com um valor estipulado em $100.000. A pesquisa deveria seguir em sigilo e seria revelada ao público em 1999, fatalmente, o ano da morte de seus pais. A relação entre Willian e seu irmão, como citado anteriormente, ficou conturbada desde a ocasião.
Já o segundo protagonista é Paul Serene. Também como citado anteriormente, Paul era muito amigo de Jack e visivelmente passaram boa parte de suas vidas juntos. Paul é outro renomado cientista extremamente prestigiado, o que devido aos seus estudos o rendeu o título de diretor mais jovem da área de física da Universidade de Riverport, chamando atenção de investidores multimilionários para suas propostas, o rendendo um prédio próprio e um grupo de cientistas para seu mais novo projeto (que direi posteriormente). Paul trabalhava com Willian, até que Paul ganhou investimento para esse novo projeto e chamou Will para participar, mas Will percebeu que seria um desastre devido aos erros de cálculos e se afastou, além de tentar atrapalha-lo afastando investidores e falando mal da proposta devido sua preocupação.
Curiosamente, também no ano de 1999, foi fundada uma megacorporação chamada Monarch Solutions. A empresa instantaneamente saiu a frente nas tendências de mercado e se tornou um ícone da P&D (pesquisa e desenvolvimento). Devido ao seu grande poder, a empresa começou a ganhar espaço dentro da Universidade de Riverport, até que em 2016 comprou a biblioteca centenária da universidade e pretendia demoli-la. Mas um dia antes da demolição, vários estudantes fizeram um protesto no campus. Detalhes sobre a Monarch serão discutidos posteriormente, mas não irei aprofundar nisso devido ao papel fundamental da empresa na narrativa.
2.2 – Narrativa
Antes de tudo, todo esse background era necessário para facilitar a explicação dos fatos do jogo em si, dando uma base para não precisar repetir certos acontecimentos e facilitando a compreensão.
O jogo começa em 2016. Jack Joyce chega novamente a Riverport depois de 6 anos. O motivo da viagem foi um pedido de seu amigo Paul Serene, que disse querer demonstrar exclusivamente para Jack seu mais novo projeto (o citado anteriormente). Estranhamente, Paul pede pra Jack encontrar ele no prédio de física as 4 da manhã, curioso e surpreso com o pedido do amigo, vai sem fazer questionamentos. Chegando no prédio os dois se encontram até que Joyce é encaminhado para um local denominado por Paul de “Projeto Passarela”.
Não demora muito para ser revelado que se tratava simplesmente de uma máquina do tempo, no qual a pessoa entrava, rodeava um local parecido com uma passarela, e saia no futuro ou passado (obviamente é bem melhor explicado). Paul quer ser o primeiro a fazer os testes da máquina, mas para isso precisava da ajuda de Jack, ele ajuda, Paul fica em frente da máquina, e do outro aparece uma versão sua 2 minutos no futuro, mas não é só isso. Ao viajar no tempo, você está transportando sua versão no presente para um determinado tempo diferente, o que quer dizer que haverá duas pessoas iguais no mesmo período de tempo: o “você” do presente, e o “você” que já estava no passado, podendo os dois se encontrarem. É isso o que acontece. Do outro lado da máquina sai Paul 2 minutos no futuro, mas em frente da máquina continua ele mesmo, já que ele estava prestes a entrar. Sim, é muito confusa essa explicação em texto. Devido a essas limitações vou postar um gameplay abaixo do gamer BRKsEDU, que a partir do tempo 17:14 demonstra exatamente o que acontece:
Se você foi curioso e assistiu o vídeo até o final, já sabe o que aconteceu. No momento em que Paul entra na máquina, Willian Joyce aparece no local e tenta o impedir, já que previa que aquilo geraria consequências catastróficas. O resultado não foi diferente e uma grande explosão acontece, deixando Jack extremamente exposto às partículas de cronum segundos antes de explosão. Imediatamente após essa explosão, o tempo para, mas Jack continua se movendo, ele havia ganhado poderes. Jack livra seu irmão do congelamento do tempo, e segundos depois o tempo volta ao normal alarme do prédio toca, e na mesma hora ele já havia sido invadido por agentes da Monarch que por alguma razão sabia que os dois estariam ali, e tinham ordem de captura-los.
Tentando escapar da universidade, outra série de acontecimentos estranhos acontecem. Jack, na tentativa de combater os agentes do local, vai descobrindo como controlar cada vez melhor seus poderes. Ele consegue facilmente abrir caminho pelo local, até que seu irmão o pede para buscar seu carro no estacionamento da universidade, e ao ir em direção ao carro Jack novamente se vê forçado a lutar com mais agentes, mas nesse prazo de tempo Will é raptado pelos agentes, e Jack segue os sequestradores até a biblioteca que seria demolida. Ao chegar lá, Will é salvo, mas na tentativa de fuga dois agentes e um homem aparentemente normal aparecem na porta. O homem pede para seus soldados saírem do local e ao se aproximar revela ser surpreendentemente Paul Serene, mas com uma aparência de aproximadamente 17 anos mais velho.
Paul inexplicavelmente se apresenta com os mesmos poderes de Jack, mas com muito mais domínio e ataca os dois, dizendo que não pode deixar eles interferirem em seu plano. Ele ameaça a matar Will, Jack tenta revidar mas é derrotado. Logo depois a biblioteca é destruída, e a última imagem de Jack foi os escombros do local caindo sobre Will, e Paulescapando com seus poderes. Nesse momento Liam Burke (outro personagem de extrema importância da história) da uma coronhada em Jack, ele desmaia, e seu irmão é dado como morto. Jack ao acordar resolve procurar Paul para entender os acontecimentos, quem ele realmente é, e seus objetivos. Nesse momento, é realmente onde a história começa a se desenrolar.
Entretanto, Paul é o outro protagonista do game. Controlar Paul serve somente para um desenrolar do enredo, já que não há cenas de ação com ele. Mas a ideia principal de jogarmos com o personagem são as escolhas que ele faz, essas que têm papel importante pois cada escolha muda consideravelmente os rumos nos quais a narrativa seguirá. Podemos também encontrar variados documentos de texto que aprofundam mais sobre a história de Paul Serene.
2.3 – Série em Live – Action
Uma das maiores propagandas da Remedy era fazer a grande maioria dos personagens baseados em atores reais. Usando a tecnologia de captura de movimentos em quase todas as cenas, o resultado não poderia ser diferente, personagens com movimentos realistas e com excelente captura de expressões corporais. Mas não é só isso.
No final de cada um dos 5 capítulos de Quantum Break, logo depois de controlarmos Paul e fazermos determinada escolha, um vídeo em live-action será exibido mostrando as consequências das escolhas em um formato de série. Cada personagem que aparece na série são os próprios atores que interpretam, deixando um trabalho ainda melhor. A qualidade dessa série é indiscutível. Além de um grande acrescento a história principal, a equipe de direção deu uma aula sobre como é possível usar live-action sem prejudicar a qualidade de um game, acrescentando conteúdo de uma maneira genial.
O protagonista dessa série se chama Liam Burke. Ele foi citado no texto anteriormente como o responsável por dar uma coronhada em Jack Joyce após os escombros da biblioteca caírem sobre Will. Alguns o consideram o terceiro protagonista de Quantum Break, já que essa série conta os acontecimentos simultâneos aos da história principal mas no ponto de vista dele, além de explorar novos personagens somente citados nas campanhas de Joyce e Paul.
O que muito se discutiu a respeito dessa série foi a duração. Cada episódio tem uma média de 25 minutos, o que uns consideram um absurdo, principalmente se não gostarem do enredo e quiserem somente jogar as cenas de ação. Mas é possível pular cada cutscene e os episódios da série também.
2.4 – Tempo de duração
Eu finalizei o jogo com aproximadamente 13 horas de campanha. Inicialmente, podem achar que o tempo realmente é muito bom, contudo existe alguns detalhes. Primeiro, como citado no tópico anterior, a série live-action. Imaginando somente a série, que tem 5 episódios com cerca de 25 minutos, já podemos subtrair 2 horas de gameplay; segundo, o jogo também apresenta cutscenes longas, e que são necessárias para o desenrolar do enredo; terceiro e último, a quantidade e o tamanho dos colecionáveis para complemento da história.
O número de arquivos é extremamente grande e o tamanho deles também. Se um jogador quer ter total compreensão, ou pelo menos o maior entendimento possível (meu caso), vai passar muito tempo lendo os gigantes arquivos de texto, mensagens, e documentos importantes presentes no game. No meu caso, se tivesse ignorado boa parte dos arquivos, meu tempo de gameplay possivelmente cairia para 10 horas.
Não que esses documentos sejam desinteressantes, muito pelo contrário. Quantum Break é feito para um público alvo, e esse público é formado por pessoas que priorizam acima de tudo uma campanha bem feita, e também admiradores e entendedores dessa temática na área não só da ficção científica quanto da física moderna.
2.5 – Arquivos de texto
Os documentos do game podem ser encontrados explorando o cenário. Eles estão espalhados em computadores, blocos de notas ou em bilhetes. Sobre o conteúdo, podem conter complementos do enredo, detalhes sobre o local e sobre acontecimentos (pessoas que ali estavam, objetos, entre outros). Os arquivos são um ótimo complemento, e buscam complementar de maneira aprofundada cada detalhe do jogo, ampliando ainda mais o conhecimento do universo do game.
2.6 – Personagens
Como já era de se esperar, todos os personagens são muito bem trabalhados. Jack Joyce, interpretado por Shawn Ashmore (participa de de X-Men, como atual Homem de Gelo), faz um excelente protagonista em Quantum Break, com um ótimo senso de humor, muito carismático e com uma presença muito grande nas cutscenes. Paul Serene, interpretado por Aidan Gillen (participa de Game of Thrones como Mindinho), também tem uma “presença de palco” muito forte em suas cenas, com uma personalidade forte e também é muito carismático e icônico em seu papel no game.
E finalizando a lista de personagens importantes e seus respectivos atores temos Willian Joyce interpretado por Dominic Monaghan (trilogia O Senhor dos Anéis e O Hobbtit), que também apresenta um ótimo senso de humor principalmente em cenas com Jack. Todos os outros atores também são muito bons, mas optei por destacar os mais famosos e mais importantes no enredo.
3 – Gameplay
3.1 – Jogabilidade
O jogo se trata de um shooter em 3ª pessoa com alguns elementos de ação e aventura. A verdadeira parte da ação contida no game está nos momentos com Jack. Podemos fazer movimentos comuns de jogo do gênero, como andar, correr, pular obstáculos, dar cover, atirar, e é claro, usar poderes (explicações adiante). Com Paul, nos limitamos apenas em andar e explorar o cenário. A movimentação no geral é plástica e os controles respondem bem ao comando.
Os checkpoints são completamente confusos, e quando morremos, em alguns casos, temos que repetir trechos extremamente longos para voltar ao local… mas as vezes voltamos momentos antes de termos morrido. Exemplo: em determinado local, temos que enfrentar alguns inimigos, e por descuido morremos. Acontece que voltamos desde o início da missão e temos que andar tudo de novo para chegar novamente aos inimigos. E acontece que morremos de novo, dessa vez, ao retornarmos, estamos a poucos metros do local onde esses inimigos se encontram, ou seja, o próprio jogo se confunde.
O gameplay realmente não é o ponto forte do game. Além de ser bastante simples, a jogabilidade mostra-se bastante limitada a esses movimentos comuns. Além disso, a dificuldade do game é bastante baixa. Dentre os motivos disso, está a pouca variação de inimigos, e os poderes absurdamente apelativos de Jack.
A variedade de armas também é baixa. Temos pouquíssimas opções de escolha no cenário, como 1 shotgun, cerca de 3 submetralhadoras, 1 rifle de assalto, 1 carabina, 1 light machine gun, e 3 pistolas. Nos locais de combate, além de serem muito pequenos, encontramos diversas mochilas de munição infinitas, ou seja, podemos pegar munições nela quantas vezes precisarmos. Além disso as pistolas também têm bala infinita, sendo necessário somente recarregar o pente de munição.
A precisão das armas não é nada boa. Creio eu, por conhecer bem jogos desse gênero, que isso foi proposital na tentativa de aumentar um pouco a dificuldade de gameplay, já que há armas com excelente precisão como a carabina e as 2 pistolas semiautomáticas e que tem um fire rate muito pequeno, compensando a boa precisão. A tentativa de dificultar dessa maneira não funcionou perfeitamente, no entanto já ajudou a manter o desafio.
3.2- Poderes
Separei um subtopico em especial para eles pelo simples fato de ser uma das propagandas da Remedy: a possibilidade de usar o “tempo” ao seu favor. Ao ser exposto ao cronum, como dito anteriormente, Jack aprendeu algumas habilidades, sendo elas: Visão Temporal; Parar o Tempo, Esquiva Temporal, e Escudo Temporal. Outras duas variações desses poderes são adquiridas posteriormente, sendo o Estouro temporal (variação do Parar o Tempo), e a Aceleração Temporal (variação da Esquiva Temporal).
A Visão Temporal funciona como uma visão melhorada presente em vários jogos. Com ela podemos identificar inimigos a distância (em cor vermelha), objetos de interação em campo de batalha (em cor azul), e objetos colecionáveis (em cor amarela).
No Parar o Tempo, lançamos uma espécie de “esfera” na qual os inimigos presos se movem lentamente. Ao atirarmos nessa esfera ao lança-la, ela acumula energia e explode, gerando maior dano nos inimigos afetados. Podemos usar esse poder também para passar por alguns obstáculos durante os Lapsos Temporais (será explicado no tópico “Engine”). Por exemplo, durante um lapso, a porta de um local fica abrindo e fechando rapidamente, nesse caso usamos o poder para parar o tempo naquele local e seguir na campanha. Sua variação, o Estouro temporal, serve para gerar uma esfera explosiva instantaneamente.
A Esquiva Temporal funciona para fugir de inimigos a curta distância, no qual Jack desliza rapidamente para um local afastado. A variação Aceleração temporal faz com que o tempo pare e Jack tenha a oportunidade de correr, útil para alcançar algum local seguro durante a batalha, principalmente quando se está com pouca vida.
E o Escudo Temporal é uma bola de energia que fica em volta de Jack e o protege contra os tiros inimigos, desviando os projéteis de sua direção. Outro fator existente é a bola de energia recuperar completamente a vida quando em situação crítica. Não é usado kit médico no jogo, então quando sofremos vários ataques a tela escurece e temos que nos afastar para recuperar. Se messes momentos críticos usarmos o Escudo Temporal, instantaneamente nossa saúde volta ao normal, mais um ponto pra facilidade do game.
Os poderes são poucos, e infelizmente bem limitados, contudo, ao mesmo tempo, é o mais divertido do gameplay. Além de terem efeitos incríveis, a dinâmica do jogo muda completamente por causa deles, e podemos também fazer combinações interessantes para criarmos nossa própria maneira de jogar e enfrentar os inimigos, deixando a experiência realmente divertida.
Durante a exploração do cenário, podemos encontrar Fontes de Cronum. Essas fontes funcionam simplesmente para dar upgrades às nossas habilidades, tornando-as mais poderosas e duradoras. Uma exploração significativa, procurando o máximo dessas fontes possível, também facilita o gameplay na reta final do game.
3.3 – Inimigos
Outro ponto negativo de Quantum Break. No total, enfrentamos somente soldados da Monarch. Obviamente, há variações, mas são muito pequenas. Esses soldados vão desde guardas normais, sem equipamento de proteção até inimigos com armadura pesada e fortemente armados. Há outra classe de inimigos também, que são completamente fora do padrão. Tratam-se de soldados com um colete de proteção, e com esses coletes conseguem se deslocar durante os lapsos temporais, e também ter poderes semelhantes aos de Jack, sendo invulneráveis ao Parar o Tempo, e usando a Esquiva Temporal para fugir de nossos ataques.
Quanto a chefões, temos somente 1 no final do game. No entanto quando algum novo inimigo é apresentado, eles funcionam como chefões, mas ao avançarmos na história, acabam virando inimigos normais. A inteligência artificial é muito boa, já que os inimigos flanqueiam, atacam em grupos, e tacam granadas quando estamos em cover para nos tirar da posição.
4 – Engine
4.1 – Gráficos
Antes de mais nada, o gráfico está realmente lindo. Apresentando paisagens bem iluminadas, com efeitos de luz e sombra realistas, contrastantes luminosos e texturização bem feita Quantum Break explora quase que perfeitamente a potência da nova geração de consoles… quase.
Com tudo isso, ocorrem delays de renderização em alguns cenários e objetos. Outro fator é que, por mais que os gráficos sejam belos, não são surpreendentes. Trata-se simplesmente daquilo que já esperávamos não só em relação aos conteúdos disponibilizados, mas também em um console de nova geração, sem serem magníficos.É, as vezes impressiona sim…
Mas a arte do jogo não está nos acontecimentos normais. Durante a jogatina, vamos nos deparar com Lapsos Temporais. Esses lapsos tratam-se de uma distorção severa da malha espaço-tempo que acontece em episódios aleatórios, como o tempo parar ou objetos estranhos aparecerem onde não deviam, como um navio gigante se materializando próximo a uma ponte, e em alta velocidade, quebrando-a e gerando uma série de partículas.
Esses lapsos, quando aparecem, têm efeitos fenomenais, e quando andamos neles notamos a preocupação dos desenvolvedores com detalhes, desde veículos que a pouco tempo estavam em movimento, inimigos parados, deformações de objetos, objetos em lapsos (um exemplo: uma estrutura de ferro que cai, e logo depois se reconstituí sucessivamente quando tudo ao redor está parado). A beleza e o capricho da produção do jogo está nesses detalhes, e é sobre eles que os gráficos devem ser avaliados.
Falando novamente em partículas, cada munição disparada por você e pelos inimigos tem física independente. Em resumo, o jogo consegue ler cada projétil de uma maneira própria, independente dos demais. Eu notei isso quando liberei uma conquista que se tratava de repelir 100 balas com o Escudo Temporal, e a partir daí comecei a usar o parar o tempo mais vezes para me certificar se esse efeito realmente acontece, fato que foi comprovado.
4.2 – Ambientação
A ambientação é outro ponto negativo do jogo. Por um lado, cada ambiente trabalhado é bem bonito, com muitos detalhes no cenário; Por outro, trata-se de um jogo cujo mapa é bem linear, não tornando a exploração prazerosa, e com ambientes fechados, aumentando ainda mais aquela sensação de que o objetivo é apenas andar pra frente.
A exploração é bem pequena. Podemos apenas nos afastar par alguns outros locais, normalmente sem muitas variações ou opções, com o objetivo somente de procurar arquivos de texto e fontes de cronum para os upgrades. Mas mesmo sendo um ponto bem fraco do game, não pesa muito por um ou outro objeto de interação que dá uma explicação sobre a importância do local para o enredo, e com curiosidades interessantes, fazendo com que a limitação do ambiente não incomode tanto o jogador.
4.3 – Efeitos sonoros
Mesmo não estando muito presente, a trilha sonora também é boa. Os efeitos dos poderes combinam perfeitamente e há também uma mudança no ritmo dos sons nos Lapsos Temporais. A dublagem dos personagens em inglês é perfeita, já que são os próprios atores que fazem a dublagem, e a versão em português ficou excelente. Os dubladores são profissionais (o que deveria ser regra) e as vozes combinam muito bem com os personagens.
5 – Considerações Finais
Bom, como todos vocês que conseguiram ler até aqui já perceberam, esse texto não foi nada fácil de escrever, e também não é fácil de ler. Por ser cheio de referências, conceitos e ter que tomar cuidado para não spoilar, algumas coisas podem ter sido mal explicadas ou ficado confusas, afinal, trata-se de um jogo com uma temática extremamente complexa e difícil de trabalhar. Como já disse antes, tive que tomar cuidado com spoilers, e evitei citar algumas informações não muito relevantes para diminuir (ou ao menos tentar) a confusão gerada pela leitura. Então, se tiverem alguma dúvida, sintam-se a vontade para comentar que eu tentarei responder os comentários sanando todas as dúvidas.
Em relação a Quantum Break, pode se dizer que se trata de um jogo exclusivamente single player e com um público alvo bem definido. Recomendo para aqueles que têm como a história a prioridade em um game, e que gostam de histórias de ficção científica, principalmente relacionada a essas temáticas. Se você é daqueles que prefere um gameplay bem trabalhado e com variedade de mecânicas, esse jogo definitivamente não vai te satisfazer, podendo até ser uma experiência decepcionante. Então é isso, muito obrigado a todos, e fique ligado na GCB Games para mais artigos, notícias, e análises do mundo gamer em geral.
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