quinta-feira, 26 de maio de 2016

Análise – Neverending Nightmares

Além de escrever para este querido site, também sou Enfermeiro em um Hospital Psiquiátrico, onde passo o dia com pacientes com todos os tipos de patologias, de psicopatas a depressivos, e o que tem isso a ver com o jogo que iremos falar? Tudo.
O criador do jogo, Matt Gilgenbach, sofre de transtorno obsessivo compulsivo, e ele quis que o jogador sentisse exatamente o que ele sente em suas crises, todo desespero, falta de esperança e apatia. E ele conseguiu isso muito bem.
O jogo tem um clima melancólico e ao mesmo tempo desesperador, com um personagem apático e inexpressivo, seu nome é Thomas Smith, ele parece viver em um pesadelo recorrente e toda vez parece acordar apenas para descobrir que esta sonhando novamente.
O jogo é em 2D, com uma interface super simples e minimalista, o gráfico é todo em preto e branco e desenhado a mão, salvo os objetos que podem sofrer interação pelo jogador, estes ficam coloridos causando grande destaque.
No final e cada fase, Thomas morre, acorda ou se mata, tudo isso para você ter um pouco mais de noção do nível do surto psicológico que o personagem sofre, algumas cenas são bem perturbadoras, como quando ele arranca uma artéria de seu braço ou logo a primeira cena do game, quando sua irmã é morta.
Nosso querido e apático protagonista é tão fraco que nem consegue correr direito durante o jogo, o que me lembra que a jogabilidade é bem simples, um botão para interagir e outro para correr, apenas isso. O jogo é relativamente curto, em no máximo 3 horas você já consegue terminar, e falando em final, o jogo possuí 3 e todos valem a pena de serem vistos.


No começo eu tinha uma certa restrição com jogos indies (coisa bem cretina, eu sei), mas aos poucos vi tantos títulos indies excelentes sendo lançados que realmente não penso mais assim, Neverending Nightmares é um jogo diferente, BEM diferente e que vale a pena ser jogado.

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