domingo, 21 de fevereiro de 2016

Uma análise do Oscar 2016: Do pior ao melhor

 Oscar nunca deve ser levado como um indicador certeiro de qualidade para a Sétima Arte.
Apesar de ser o prêmio de maior destaque, provavelmente, da indústria do entretenimento como um todo, a premiação feita pela Academia de Artes e Ciências é, acima de tudo, política.
Além das comuns campanhas que vários dos grandes estúdios fazem pelos seus filmes todos os anos, o sistema de votação para o Oscar é também, no mínimo, peculiar: levando em conta a ordem de preferência dos filmes indicados por cada membro votante, a votação, ao invés de favorecer os filmes mais votados, favorece aqueles menos desgostados – ou seja – não é o melhor filme que prevalece, mas sim aqueles que menos ficaram ao final das listas de votação.
Apesar disso tudo, ainda assim, é inegável: o Oscar é uma premiação extremamente divertida de se acompanhar. Seja pelo fato de ser revigorante ver alguns dos melhores filmes do ano serem reconhecidos apropriadamente, seja pelo fato de ser simplesmente instigante tentar prever os resultados do prêmio (e prever os vencedores de cada categoria é muito mais fácil do que você imagina).
Oscar 2016 (com data marcada para o próximo domingo, 29) não vai ser diferente.
Por mais que seja revoltante ver filmes como os excepcionais Sicário: A Terra de Ninguém Ex Machina não receberem as merecidas indicações ao prêmio de Melhor Filme, ou ver obras como o fabuloso O Fim da Turnê serem completamente esnobadas da premiação, a cerimônia de 2016 ainda promete ser cheia de vencedores merecidos de suas indicações.
Analisando particularmente os indicados ao Oscar de Melhor Filme na premiação deste ano, você confere abaixo (na ordem do “pior ao melhor”) uma pequena reflexão sobre cada um, e sobre o respectivo “merecimento” ou não de estarem na corrida deste ano.
8 – Ponte dos Espiões (Bridge of Spies)
Diretor: Steven Spielberg
Probabilidade de vitória: 0%
Também indicado a: Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Original, Melhor Trilha Original, Melhor Design de Produção, Melhor Mixagem de Som
Inspirado na história real que transpirou durante a Guerra Fria, Ponte dos Espiões acompanha o advogado James B. Donovan (Tom Hanks) que é encarregado pelo governo dos Estados Unidos de realizar a negociação de troca de um espião soviético (Mark Rylance) em território norte-americano por um norte-americano em território soviético.
Sendo facilmente o candidato mais fraco deste ano (como veio a descolar a nomeação a Melhor Filme, ainda não sei), Ponte dos Espiões é mais um projeto ambicioso que é impedido de ser um grande filme devido aos costumes de Spielberg (que não faz um bom filme desde Munique). Se entregando a um sentimentalismo exacerbado e falta total de sutileza (problema recorrente do cineasta), o filme constantemente procura manipular as emoções do espectador, falhando sempre lastimavelmente. Desde rimas visuais que, de tão descaradas, se tornam toscas (como aquela da travessia do muro) até discursos amparados por músicas que procuram ressaltar a realização de feitos considerados “patrióticos”, Ponte dos Espiões mostra que Spielberg já há muito perdeu seu talento em conceber obras memoráveis.
A favor do filme, ao menos é preciso indicar o ótimo design de produção – que com eficácia retrata ambos os lados da Guerra Fria (desde a visão idealizada do american dream nas passagens do filme que ocorrem nos EUA até o congelante e hostil clima de Berlin) – e também as boas atuações de Tom Hanks como Donovan e Mark Rylance como Rudolf Abel. Além disso, o roteiro (pelas mãos dos sempre talentosos irmãos Coen) ressalta de forma interessante o constante “jogo de imagens” que consistiu durante a Guerra Fria, em especial em negociações como aquela que o filme acompanha.
7 – O Regresso (The Revenant)
Diretor: Alejandro González Iñárrítu
Probabilidade de vitória: 50%
Também indicado a: Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som, Melhor Design de Produção, Melhor Fotografia, Melhor Maquiagem e Cabelo, Melhor Figurino, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Edição
Acompanhando um grupo de expedidores na região hoje compreendida pela Dakota do Sul, nos Estados Unidos, em meados do século 19, O Regresso tem como seu foco Hugh Glass(Leonardo DiCaprio): resguardado como um dos mais sábios membros do grupo, dadas certas circunstâncias, o homem e mais alguns de seus “companheiros” dispersam da organização principal, sendo obrigados a enfrentar ainda mais arduamente o clima ferozmente hostil daquelas regiões.
Grande vencedor do ano passado por Birdman (injustamente, considerando os outros indicados, vale apontar), Alejandro G. Iñárritu volta a concorrer a grande parte dos maiores prêmios do ano, desta vez com O Regresso.
Sendo um filme praticamente perfeito do ponto de vista técnico, O Regresso é um filme inquestionavelmente belo. Voltando a trabalhar com o sempre excepcional diretor de fotografia, Emmanuel Lubezki, Iñárritu enche o filme dos mais variados e impressionantes planos da natureza daquele lugar (com uma fotografia quase puramente diegética). Além disso, o diretor cria de maneira hábil sequências memoráveis como aquele plano-sequência do ataque dos nativos ao início da projeção, assim como intensas cenas de desespero, como aquela envolvendo um urso e um confronto brutal mais ao final do filme.
O filme também é mais um veículo para demonstrar o inegável talento de DiCaprio (e não se preocupem, desta vez o ator vai levar o prêmio – certamente a vitória mais previsível da noite deste ano). Ainda assim, sua vitória não deixa de ser descarada recompensação mais por trabalhos passados (O Lobo de Wall Street, Os Infiltrados, O Aviador) do que por O Regresso propriamente dito. De qualquer forma, DiCaprio finalmente terá um Oscar para descansar em sua prateleira.
Apesar da perfeição técnica e do enorme talento de todo o elenco (Tom Hardy também merece aplausos por sua performance como o deplorável Fitzgerald), O Regresso não é um filme que extrapola no resto dos quesitos. Com um ritmo as vezes arrastado, uma narrativa que fracassa ao tentar adquirir uma conotação “espiritual” e uma história que simplesmente não consegue prender o interesse da maneira como deveria, o filme acaba sendo uma obra que empalidece quando comparado a vários dos outros filmes do ano.
E dessa forma, é decepcionante ver que O Regresso será provavelmente o grande vencedor do Oscar 2016, levando não só, ao que tudo indica, Melhor Filme, como também Melhor Diretor (profundamente injusto, considerando um dos indicados mais à frente nesta lista).
[Esperando pela hora que Iñárritu realmente merecerá o Oscar…]
6 – Brooklyn (Brooklyn)
Diretor: John Crowley
Probabilidade de vitória: 0%
Também indicado a: Melhor Atriz, Melhor Roteiro Adaptado
Baseado no romance de mesmo nome, Brooklyn conta a história da jovem irlandesa Eilis(Saoirse Ronan) que em busca de uma vida com mais promessas, se muda para os Estados Unidos no início da década de 50.
Brooklyn poderia facilmente se encaixar na categoria daqueles melodramas medíocres (aqueles que muitas vezes conseguem indicações ao Oscar por serem “bonitinhos”). Felizmente, o novo filme de John Crowley consegue ser bem mais do que isso em sua execução.
Acompanhar a jornada da jovem Eilis ao longo da história é uma experiência muito mais adorável do que era de se esperar de ser. Interpretada excelentemente por Saoirse Ronan, a protagonista do filme logo se torna não só uma personagem surpreendentemente complexa em sua composição, como também uma pela qual torcemos até o fim do filme veementemente.
Presenciar a evolução de Eilis de uma jovem tímida e introvertida à uma mulher feita e segura de si mesma é o que torna Brooklyn um filme especial.
Brooklyn pode até ter características de um filme “bonitinho”, mas certamente é bem mais que apenas isso.
5 – O Quarto de Jack (Room)
Diretor: Lenny Abrahamson
Probabilidade de vitória: 0%
Também indicado a: Melhor Atriz, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado
Escrito pela própria autora do livro que dá base ao filme, O Quarto de Jack acompanha a jovem Joy (Brie Larson) e seu filho de cinco anos, Jack (Jacob Tremblay), que isolados do mundo em um quarto (referido por ambos como simplesmente “Quarto”) têm suas vidas inteiramente confinadas àquele espaço sem o menor resquício de liberdade ao mundo de fora.
Com duas performances centrais absolutamente fenomenais (Brie Larson é a grande provável vencedora do Oscar de Melhor Atriz – merecidamente – e caso existisse um “Oscar Mirim”, Tremblay certamente o levaria também), O Quarto de Jack é uma obra extremamente tocante, que dada a premissa já revoltante, comove por nos permitir acompanhar do ponto de vista do pequeno garotinho a visão de toda aquela história.
Com um trabalho de direção também atencioso ao máximo, Lenny Abrahamson consegue transmitir a sensação de visão do mundo do pequeno Jack de forma perfeitamente orgânica, através de diferente lentes e câmeras subjetivas, que ora engrandecem certos espaços, ora os diminui – apropriadamente de acordo com a percepção do mundo de nosso protagonista.
Indubitavelmente o indicado mais comovente do Oscar, O Quarto de Jack pode até não ser a mais emocionalmente enaltecedora das experiências, mas certamente é uma que merece ser acompanhada.
4 – Perdido em Marte (The Martian)
Diretor: Ridley Scott
Probabilidade de vitória: 0%
Também indicado a: Melhor Ator, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som, Melhor Design de Produção, Melhores Efeitos Visuais
Depois de ser dado como morto durante uma expedição em Marte, o astronauta Mark Watney (Matt Damon) é enganosamente deixado para trás no planeta vermelho. Sem formas de se comunicar com seus co-tripulantes (e muito menos com a Terra), Watney é obrigado a achar uma maneira de usar o ambiente em questão para sua sobrevivência.
Melhor obra do diretor Ridley Scott em anos, Perdido em Marte é uma ficção científica das de maior qualidade no Cinema em muito tempo.
Com um roteiro que se desenrola estritamente a partir de aplicações práticas da Ciência, o filme em nenhuma hora arranja soluções fáceis para os problemas enfrentados por Watney. Desde sua base alimentar “marciana”, até a manutenção de equipamentos de altíssima relevância técnica para sua sobrevivência, é fascinante ver o cientista arranjar as mais variadas formas de se virar na situação hostil em que se encontra.
Mais interessante ainda é perceber como Ridley Scott emprega um surpreendente ar de esperança na obra ao longo de toda a projeção. Se a premissa de Perdido em Marte passa a impressão de um filme com uma conotação deprimente ou de um drama com um tom pesado, a pegada única de Scott é o que o diferencia do comum.
Interpretado por Matt Damon naquela que é sem dúvidas a melhor performance de sua carreira até hoje, Mark Watney também se mostra como um protagonista imensamente carismático – e é impossível não torcer com forças para que o cientista atinja sucesso em seus objetivos.
Em certo momento, ao estar ciente de sua situação de adversidade extrema, Watney profere aquela que é a frase que melhor sintetiza Perdido em Marte:
“I´m gonna have to science the shit out of this.”
3 – A Grande Aposta (The Big Short)
Diretor: Adam McKay
Probabilidade de vitória: 30%
Também indicado a: Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição
Baseado no livro de Michael Lewis de mesmo nome, A Grande Aposta conta a história dos anos que precederam a grande crise imobiliária nos Estados Unidos no ano de 2008. Acompanhando múltiplas pessoas que previram o grande break na economia norte-americana, o filme nos introduz a personagens como o empresário de uma multibilionária, Dr. Michael Blurry (Christian Bale), e os corretores Mark Blaum (Steve Carell) e Jared Vennett (Ryan Gosling) enquanto estes procuram alertar seus “colegas do mundo financeiro” sobre a “oportunidade” em questão.
Reconhecendo a existência de uma trama que necessita do conhecimento dos mais diversos termos que circulam entre os profissionais bancários de Wall Street, A Grande Aposta adota a genial posição de uma obra que decide quebrar a 4ª barreira sempre que algo complexo demais para o espectador leigo é mencionado em alguma conversa. Melhor ainda, para atrair a atenção do espectador, o diretor Adam McKay ainda opta por personas famosas para aparecem em tela (como a maravilhosa Margot Robbie e Selena Gomez) sem a menor explicação de estarem ali para explicar tais conceitos.
Iniciando o filme como uma trama que tem no humor a principal base para o desenvolvimento da narrativa, A Grande Aposta ainda consegue se destacar por, mais à frente da trama, reconhecer plenamente estar tratando de um acontecimento estritamente trágico (que levou ao desemprego e a pobreza a milhões de pessoas) e, assim, adotar uma postura dramática para a história (que funciona tão bem quanto seu humor inicial).
Com uma direção energética de Adam McKay que ressalta o caráter urgente da crise e toda aquela situação (desde cortes rápidos até câmeras desfocadas e não-fixas), A Grande Aposta ainda reside grande força em suas performances centrais – com destaque para as excelentes atuações de Christian Bale e Steve Carell, que criam não só personagens interessantes de se acompanhar, como também personas claramente fascinantes.
Fazer um filme inteiramente embasado no entendimento do espectro financeiro de alguns anos atrás (ou mesmo atual) já é algo difícil – que A Grande Aposta faça isso e funcione tão excepcionalmente como funciona, bem, é algo digno de aplausos.
2 – Spotlight: Segredos Revelados (Spotlight)
Diretor: Tom McCarthy
Probabilidade de vitória: 20%
Também indicado a: Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro Original, Melhor Edição
Baseado em fatos reais, acompanhando a equipe de jornalistas da Spotlight (divisão especial de jornalismo investigativo do The Boston Globe) – Spotlight segue a investigação de casos referentes a abusos sexuais dentro da Igreja Católica na cidade de Boston – casos estes que logo se mostram em muito maior escala e sistema do que inicialmente reconhecido.
Contando uma história trágica de relevância temática por si só (é deplorável ver o acontecimento de casos tão trágicos como estes em tão grande escala em uma instituição que supostamente deveria ajudar seus fieis), Spotlight é uma obra magistral e que não só merece, mas deve ser vista.
Demonstrando também o Jornalismo na sua mais primorosa forma (algo extremamente raro nesta época de tabloides que vivemos) é fabuloso acompanhar aqueles jornalistas da Spotlight enquanto estes investigam afundo uma causa descaradamente ocultada da mídia.
Apesar de sutil, a ótima direção de Tom McCarthy também merece aplausos – e é genial como em vários quadros durante a projeção, o diretor consegue evidenciar a presença pesada da Igreja Católica na cidade de Boston ao preencher planos em que alguma igreja ao fundo claramente ocupa grande parte do quadro – sutil, mas extremamente eficaz.
Com um elenco fantástico que traz unanimemente excelentes performances de todas as partes (Mark Ruffalo, Michael Keaton, Rachel McAdams, Stanley Tucci, Liev Schreiber eJohn Slattery – todos merecem reconhecimentos a parte), Spotlight prende o interesse do primeiro ao último minuto de projeção graças a uma excepcional narrativa investigativa.
Não só um filmaço em todos os níveis, Spotlight é acima de tudo, uma obra de extrema relevância.
Em suma: um dos maiores merecedores do Oscar de Melhor Filme de 2016.
1 – Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road)
Diretor: George Miller
Probabilidade de vitória: 0%
Também indicado a: Melhor Diretor, Melhor Edição, Melhor Edição de Som, Melhor Fotografia, Melhor Mixagem de Som, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Cabelo, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Design de Produção
Em um mundo desolado, onde água e combustível são elementos extremamente escassos, acompanhamos Max (Tom Hardy) e a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) enquanto estes tentam fugir do líder de um dos grandes cultos da wasteland, Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), em uma intensa perseguição pelo extenso deserto daquele mundo.
Sequência indireta de Além da Cúpula do Trovão (1985), Mad Max: Estrada da Fúria é o primeiro filme da série Mad Max em trinta anos. Não só isso, Estrada da Fúria também vem pelas mãos do mestre George Miller, responsável pelo ótimo Mad Max e sua excelente continuação, Guerreiro da Estrada.
Que surpresa foi então ao constatar que ao voltar para a franquia três décadas depois, o cineasta conseguiria não só conceber o melhor filme da série até hoje, mas também um dos melhores filmes de ação da história do Cinema.
Mad Max: Estrada da Fúria é o exemplo perfeito de que um filme não necessita de uma trama arranjada ou complexa para funcionar extraordinariamente bem. Com uma linha narrativa que consiste basicamente em um grupo de personagens chegar de um ponto A a um ponto B, o filme é essencialmente uma extensa sequência de perseguição pelo deserto.
É surpreendente então que Estrada da Fúria não canse o espectador por um único minuto sequer de suas sequências de ação.
Isto se deve, claro, à imaculada direção de George Miller. Diretor já septuagenário, Miller dá uma surra em trabalhos de direção de diretores bens mais jovens como Joss Whedon ou Michael Bay (injusto essa última comparação, eu sei). Com uma habilidade magistral em passar com 100% de eficácia a geografia da cena em suas sequências de ação, o diretor também investe na velocidade e frequência ideal de cortes, provando que você não precisa de confusão (câmeras balançando ou cortes excessivos) para retratar a intensidade de uma sequência.
Com uma fotografia também belíssima, que diferentemente de O Regresso não é bonita apenas pelo fim de beleza estética, o trabalho de fotografia de John Seale contribui efetivamente para a narrativa, contrastando de forma perfeita o calor do deserto do dia com uma paleta amarelada e saturada, com o frio do lugar a noite em uma paleta também saturada, só que dominada pelo azul.
Com um trabalho de direção impecável (já me revolta pensar que Iñárritu possa vir a roubar o prêmio com o direito por nascença à George Miller), ritmo narrativo perfeito, personagens memoráveis (como a marcante Furiosa), e uma intensidade que o resto dos filmes de ação só possam vir a desejar ter em parcialidade, Mad Max: Estrada da Fúria é uma obra-prima inquestionável – de forma prática, uma aula de como se fazer filmes de ação.
Resto de Hollywood: tome nota.

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